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Dr. Fernando Hehn, ortopedia e traumatologia, cirurgia do joelho , ir para a página inicial Agendar
Modelo 3D do joelho direito dobrado, quase de perfil, com o tendão do quadríceps e o tendão patelar em destaque

Tendinite no joelho: tendão patelar, quadríceps e banda iliotibial

Tratamento de tendinopatias do tendão patelar, do quadríceps e da banda iliotibial, frequentes em corredores. O tratamento se apoia no ajuste de carga e em exercícios progressivos; a cirurgia é rara e reservada a casos que não melhoram após um tratamento conservador prolongado.

O que é

Os tendões ligam os músculos aos ossos.

No joelho, os mais exigidos são o tendão do quadríceps, acima da patela, e o tendão patelar, abaixo dela, que juntos transmitem a força da coxa para estender a perna. Do lado de fora da coxa corre a banda iliotibial, uma faixa fibrosa longa que vai do quadril até logo abaixo do joelho.

“Tendinite” é o nome popular. Hoje se prefere o termo tendinopatia, porque, nos casos que duram semanas ou meses, o problema costuma ser mais uma alteração da estrutura do tendão por sobrecarga do que uma inflamação propriamente dita. Isso muda o tratamento: o tendão precisa ser recondicionado com carga, e não apenas colocado em repouso.

As formas mais comuns:

  • Tendinopatia patelar: dor logo abaixo da patela, conhecida como “joelho do saltador”, frequente no vôlei, no basquete e na corrida.
  • Tendinopatia do quadríceps: dor logo acima da patela; é menos frequente.
  • Síndrome da banda iliotibial: dor do lado de fora do joelho, comum em corredores e ciclistas, ligada à compressão e ao atrito repetido da banda sobre o fêmur.

A causa principal é a sobrecarga: aumento rápido do volume ou da intensidade do treino, pouco tempo de recuperação, fraqueza muscular e retomada da atividade física de forma rápida demais.

Sinais e sintomas

  • Dor localizada no tendão, que piora ao saltar, correr, agachar ou subir escadas;
  • Dor no início da atividade, que pode aliviar com o aquecimento e voltar depois do treino;
  • Dor ao apertar o ponto afetado;
  • Rigidez ao levantar pela manhã ou depois de ficar sentado;
  • Na banda iliotibial: dor do lado de fora que aparece depois de certa distância de corrida e piora nas descidas.

Dor que surge de forma súbita, com estalo e dificuldade para esticar a perna, não é típica de tendinopatia. Pode indicar ruptura do tendão, que exige avaliação rápida.

Mão do Dr. Fernando Hehn segurando o transdutor do ultrassom, usado na avaliação do joelho

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é principalmente clínico.

Na avaliação, eu localizo o ponto de dor, testo o tendão com movimentos que o colocam em carga, como o agachamento, e avalio força, flexibilidade e alinhamento. Também reviso a rotina de treino, porque é nela que costuma estar a origem da sobrecarga.

A ultrassonografia e a ressonância magnética mostram o estado do tendão, ajudam a afastar outras causas de dor e são úteis quando há suspeita de ruptura parcial ou quando a dor não melhora com o tratamento.

Tratamento

  1. Tratamento conservador

    É o caminho principal e, na maioria dos casos, o suficiente:

    • Ajuste da carga: reduzir o que provoca dor, sem parar tudo, e reorganizar o treino;
    • Exercícios de fortalecimento progressivo do tendão e da musculatura da coxa e do quadril, orientados pela fisioterapia;
    • Correção de erros de treino e de técnica;
    • Gelo e medicação para dor por períodos curtos, conforme orientação médica;
    • Terapia por ondas de choque, em casos selecionados.

    Os tendões respondem devagar. A melhora costuma levar de semanas a alguns meses, e a regularidade dos exercícios pesa mais do que qualquer recurso isolado.

    A infiltração de corticoide dentro do tendão em geral é evitada, porque pode enfraquecê-lo. Outras terapias injetáveis podem ser discutidas em casos selecionados, com resultados que variam de pessoa para pessoa.

  2. Quando a cirurgia é indicada

    A cirurgia é rara.

    Fica reservada a casos que não melhoram depois de vários meses de tratamento conservador bem conduzido. Na tendinopatia patelar, o procedimento remove o tecido doente do tendão e estimula a cicatrização, por artroscopia ou por uma pequena incisão. Na banda iliotibial, a cirurgia é ainda menos frequente.

Recuperação e retorno às atividades

Perguntas frequentes

Se a sua pergunta não estiver aqui, veja as dúvidas sobre cirurgia de joelho ou escreva pelo WhatsApp da unidade mais próxima.

Tendinite é o nome popular. Tendinopatia é o termo mais preciso, porque, nos casos persistentes, o problema costuma ser uma alteração da estrutura do tendão por sobrecarga, mais do que uma inflamação. Por isso, o tratamento se baseia em exercícios e ajuste de carga, e não só em repouso e anti-inflamatórios.

Nem sempre, mas é um sinal de que alguma estrutura está sobrecarregada. Se a dor se repete a cada treino, dura mais de algumas semanas ou vem com inchaço ou falseio, vale fazer uma avaliação.

Nem sempre. Em muitos casos, é possível manter alguma atividade com ajuste de volume e intensidade, desde que a dor fique sob controle. O repouso absoluto, por outro lado, tende a enfraquecer o tendão, que precisa de carga dosada para se recuperar.

A faixa ou joelheira infrapatelar pode aliviar a dor em algumas pessoas durante a atividade, mas não trata a causa. Ela funciona como apoio, junto com o fortalecimento e o ajuste de carga.

Onde fica no joelho

Tendões Mecanismo extensor

O tendão do quadríceps e o tendão patelar transmitem a força da coxa para a perna e são o que efetivamente estende o joelho.

Modelo 3D do joelho direito dobrado, quase de perfil, com o tendão do quadríceps e o tendão patelar em destaque
Tendões em destaque. Arraste para girar.

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Médico ortopedista  ·  CRM 26724  ·  RQE 26062 Cirurgia do joelho